ISArC e Museu Galeria Chissano Assinam Memorando de Entendimento

O Instituto Superior de Artes e Cultura e  o Museu Galeria Chissano assinaram, na sexta-feira última (02 de Março), um memorando de entendimento, com o objectivo de promover a cooperação, investigação, e assessoria técnica na preservação e promoção do património artístico e cultural, bem como do desenvolvimento institucional.


Com este memorando, assinado pelo Director-Geral do ISArC, Dr. Filimone Meigos, e pela Directora do Museu Galeria Chissano, Dra. Otília Chissano, pretende-se estabelecer legalmente uma Fundação para a preservação, investigação e promoção do legado artístico-cultural do Mestre Chissano e de Moçambique.

Na ocasião, o Director-Geral do ISArC disse que o primeiro motivo pelo qual o ISArC assina este memorando com o Museu Galeria Chissano é que a primeira outorga honorífica que houve no ISArC foi ao escultor Chissano. “Ele é nosso Doutor Honoris Causa, portanto, nosso patrono. Em segundo lugar, sendo o ISArC uma Instituição de Ensino Superior, temos motivos mais do que suficientes para, do ponto de vista da extensão universitária e ligação escola-comunidade, ter a honra de assinar este acordo”.

Falando aos presentes, dentre eles docentes e técnicos do ISArC, Dr. Filimone Meigos disse que “temos de ser capazes de inscrever o Museu Galeria Chissano nas nossas actividades de extensão. Precisamos transformar o museu numa fundação, dar o nosso apoio, aplicar todo o nosso saber, competências e habilidades, para efeitos da ligação escola-comunidade, já que Chissano foi um dos poucos escultores no bairro onde estamos situados”.

A terminar, o Director-Geral do ISArC disse: “Sentimo-nos muito honrados, pois muitos gostariam de estar na nossa posição. Então, vamos fazer deste lugar aquilo que ele merece”.


Por sua vez, Dra. Otília Chissano, Directora do Museu Galeria Chissano e filha do escultor, começou por agradecer ao ISArC pela oportunidade que a assinatura deste memorando traz ao museu, afirmando também que poucas ou quase nenhuma instituição se lembra de Alberto Chissano ter existido, ou da sua importância para o país e para o mundo.

“O que o ISArC está hoje a fazer se compara ao trabalho das formigas, que, trabalhando juntas, conseguem carregar um objecto grande, que, se fosse só uma, não iria conseguir. Neste sentido, o ISArC é a primeira formiga que está a tentar empurrar o Museu Galeria Chissano, espero bem que haja muitas outras formigas que se juntem ao ISArC, para levar o museu aonde merece estar”, concluiu.